SÃO PAULO - A competição pelo nicho de banco de investimento vai além do front das aquisições. Mesmo quem já estava estabelecido se mexe para ganhar destaque nesse mercado cada dia mais concorrido.
No Itaú BBA, o braço de atacado que o Itaú criou em março de 2003, o esforço é para ser considerado como o maior especialista em Brasil, em um momento em que competidores globais voltam suas baterias para o país, como o suíço UBS, que anunciou nesta semana a compra do Banco Pactual, último independente de capital nacional remanescente no segmento.
Para o presidente da Itaú Corretora, Roberto Nishikawa, a transação teve o benefício de trasformar dois fortes competidores em um só, e a disputa não é para ser o maior, mas para estar no primeiro pelotão, já que as empresas costumam contratar ao menos dois bancos para liderar suas operações no mercado de capitais.
"E aí pode ter espaço para alguém subir, mas tem que investir pesado", disse Nishikawa nesta quinta-feira à Reuters, por telefone. Segundo ele, a corretora é parte do tripé que sustenta o negócio de banco de investimento, dando capilaridade à distribuição em ofertas no mercado de capitais.
Há pouco mais de um ano, o Itaú BBA investiu para trazer uma equipe de estruturadores de operações que, no UBS, havia sido responsável por grande parte das novas ofertas de ações que fizeram ressurgir a bolsa, em 2004. O terceiro dos três pés, uma equipe de análise eficiente, Nishikawa diz que já tem.
A próxima investida para que o banco se aproxime dos bons clientes no Brasil é um evento que promove em Nova York na semana que vem. Entre segunda e terça-feira, a corretora vai colocar frente a frente 23 empresas, incluindo o próprio Itaú, com cerca de 180 representantes de investidores internacionais.
Além de apresentações de cada empresa, esses investidores vão ouvir palestras do pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que encerra o evento.
CITI
O barulho que o Itaú está fazendo e a aquisição selada a toque de caixa entre UBS e Pactual devem deflagrar mais movimentações nos próximos meses. Além do Bradesco, que ainda monta o seu BBI, criado em fevereiro deste ano, o Citigroup prepara sua ofensiva.
Primeiro, o Citi aproveitou as dificuldades da negociação entre Pactual e Goldman, que depois de mais de um ano acabaram desistindo de fazer uma fusão, e, entre o final do ano passado e o início deste ano, levou parte da equipe do concorrente norte-americano para reforçar seu banco de investimento.
Agora, o Citi quer crescer como corretora. Em evento para lançamento da Credicard Citi em São Paulo, na quarta-feira, o presidente do banco no Brasil, Gustavo Marín, informou que a corretora do grupo estará funcionando a pleno vapor até junho.
"O Citi é a maior casa de equity do mundo, mas no Brasil estava adormecido", declarou Marín.

Technical analysis for precious metals with major support and resistance levels and recommendations for 18-08-2009

