RIO DE JANEIRO - A Sadia considera equivocado o argumento da Perdigão para invalidar a sua oferta pela concorrente.
A Sadia informa, em comunicado divulgado na noite da terça-feira, que, no seu entendimento e dos seus consultores jurídicos, a justificativa da Perdigão é "inteiramente equivocada e em dissonância com a melhor interpretação do disposto no Estatuto Social da Perdigão".
Mais cedo, o presidente da Perdigão, Nildemar Secches, afirmou que a oferta da Sadia se baseava numa interpretação equivocada do artigo 37 do estatuto da empresa, em que está prevista uma oferta pública para acionistas que atinjam 20 por cento do capital da companhia, o que não se aplica à Sadia.
Para a Sadia, "a oferta de aquisição de ações tem como condição a adesão de acionistas que representem no mínimo 50 por cento mais uma da totalidade das ações da Perdigão, o que já inclui e ultrapassa a compra de participação acionária igual ou superior a 20 por cento do capital da companhia".
O procedimento obrigaria a Sadia a estender a oferta para todos os acionistas da Perdigão.
A Sadia finaliza sua nota ressaltando que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não encontrou qualquer obstáculo à operação e se diz confiante na validade se sua proposta.
"Consideramos que nossa oferta, que é transparente e democrática para 100 por cento dos acionistas, está em perfeita consonância com o mercado de capitais e, em especial, com as regras do Novo Mercado", diz o comunicado.

Technical analysis for precious metals with major support and resistance levels and recommendations for 18-08-2009
