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Taxa média de juro é a menor desde 2001, crédito cresce no país



25 July 2006 @ 05:08 pm EDT

SÃO PAULO/BRASÍLIA - Os juros médios cobrados pelas instituições financeiras recuaram levemente em junho e a trajetória de queda prossegue neste mês, mostraram dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira.

A taxa média caiu a 43,2 por cento ao ano em junho, a menor desde março de 2001, ante 43,8 por cento em maio. Em julho, até o dia 13, o juro médio recuou para 42,5 por cento.

"Isso já vem se dando há algum tempo. O processo é de consolidação (da queda das taxas)", afirmou a jornalistas o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Os juros médios para pessoas físicas recuaram para 55,8 por cento, em relação a 56,1 por cento em maio. O custo dos empréstimos para as empresas cedeu para 28,8 por cento em junho, ante 29,7 por cento em maio.

No caso das pessoas físicas, além de buscarem as modalidades mais baratas de crédito, houve uma melhora da massa salarial --o que faz com que as pessoas dependam menos do financiamento bancário, citou Altamir Lopes.

A taxa de juro do crédito pessoal, de 62,2 por cento no mês passado, é a mais baixa da série histórica do BC, que começa em julho de 1994. O dado inclui as operações consignadas em folha de pagamento.

O spread bancário --que mede a diferença entre o custo dos empréstimos e de captação dos bancos-- caiu a 28,0 pontos percentuais, ante 28,5 pontos percentuais no mês anterior.

CRESCE VOLUME DE CRÉDITO

O relatório do BC apontou ainda que o volume total de crédito aumentou 0,7 por cento frente ao mês anterior, alcançando 658,9 bilhões de reais --o equivalente a 32,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Levando em conta apenas as operações com recursos livres, houve aumento de 0,8 por cento no mês passado, para 447,2 bilhões de reais.

"O desempenho mensal refletiu o aumento de 0,8 por cento nos empréstimos destinados às pessoas físicas... conjugado com o incremento de 0,9 por cento nas carteiras de pessoas jurídicas", detalhou o BC.

No caso das pessoas jurídicas, o crescimento do saldo das operações contratadas veio de recursos domésticos. Já o saldo dos empréstimos referenciados em moeda estrangeira recuaram quase 6 por cento por conta de apreciação cambial, redução de novas contratações de ACC e concentração de liquidações no mês.

A autoridade monetária ressaltou que, dos empréstimos destinados ao setor privado pelo sistema financeiro, o destaque foi o aumento de 2,3 por cento nos financiamentos ao setor habitacional.

"No acumulado do ano, o crédito habitacional cresceu 12 por cento, quase igualando a variação registrada no crédito a pessoas físicas, de 12,5 por cento", acrescentou.

Este artigo pertence ao Reuters

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