RIO DE JANEIRO - O secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, descarta a possibilidade de crise fiscal em 2007, embora reconheça o aumento dos gastos do governo nos últimos meses.
"Não é razoável pegar a tendência de curto prazo, projetar para o longo prazo... e achar que estamos caminhando para uma crise fiscal", disse o secretário nesta segunda-feira durante o seminário "Grau de investimento: o desafio do próximo presidente".
Dados divulgados na quinta-feira mostraram que o superávit do governo central diminuiu para 5,615 bilhões de reais em julho, contra 10,444 bilhões de reais em junho deste ano e 8,796 bilhões de reais em julho do ano passado.
Kawall admitiu que o debate na área fiscal concentra-se na carga tributária, nas despesas correntes e nos gastos públicos. "É mais natural que isso ocorra em ano eleitoral... sair da discussão de superávit e agora querermos o tamanho da carga tributária e do gasto público. Isso é bem-vindo."
Ele reiterou que, apesar do aumento dos gastos, a meta de superávit primário de 4,25 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) será alcançada este ano. "Mantemos a confiança neste superávit."
De acordo com o Banco Central, no acumulado dos últimos 12 meses, o superávit primário representou 4,33 por cento do PIB, contra 4,52 por cento em junho.
O secretário voltou a afirmar que até o final do ano a dívida atrelada à Selic recuará para 40 por cento do volume total dos débitos em títulos públicos federais. Em dezembro de 2005 esta parcela representava 51,8 por cento do total.
Kawall disse ainda que "nos próximos 28 meses" é muito provável que o Brasil continue fazendo emissões externas, sendo "uma emissão mais qualitativa do que o financiamento da dívida externa".

Technical analysis for precious metals with major support and resistance levels and recommendations for 18-08-2009
