MOSCOU - A maior empresa produtora de alumínio da Rússia, a Rusal, vai adquirir sua maior concorrente, a Sual, e os ativos de alumínio da Glencore para criar a líder mundial do setor, disseram à Reuters duas fontes próximas ao negócio nesta quarta-feira.
A transação, que deve ser finalizada em outubro e criará uma companhia com valor de aproximadamente 30 bilhões de dólares, vai confirmar o renascimento da Rússia como uma potência mundial em energia e commodities estratégicas após seu colapso econômico pós-soviético.
"A nova companhia será a maior produtora de alumínio do mundo, com produção de 4 milhões de toneladas por ano e também será a maior produtora de alumina, com produção de 11 milhões de toneladas", informou uma fonte.
Rusal, Sual e a suíça Glencore todas preferiram não comentar o assunto. A Rusal é a terceira maior produtora de alumínio do mundo atrás da Alcoa, dos Estados Unidos, e da Alcan, do Canadá.
O Financial Times estimou o valor do acordo em 30 bilhões de dólares e afirmou que a companhia combinada será presidida por Brian Gilbertson, presidente da Sual e dirigida por Alexander Bulygin, que é presidente-executivo da Rusal.
A nova companhia deve ser listada na bolsa de valores de Londres dentro de três anos. "Isso é uma idéia em consideração", disse uma fonte pedindo para não ter o nome revelado.
Fontes no setor bancário disseram à Reuters que o UBS e o JP Morgan estão assessorando o acordo. Ambos os bancos de investimentos não comentaram o assunto.
A Rusal produziu 2,8 milhões de toneladas de metal no ano passado, enquanto a Sual produziu 1,1 milhão de toneladas. A Rusal afirmou que planeja elevar sua produção para 5 milhões de toneladas até 2013 e a Sual quer atingir 2,2 milhões de toneladas até 2012.
A conclusão do negócio vai coroar o chefe da Rusal, Oleg Deripaska, 38, como o rei do alumínio no país depois de uma longa e frequentemente brutal batalha para controlar os ativos da indústria na década de 1990 em episódios conhecidos como "as guerras do alumínio".
Deripaska, sexto homem mais rico da Rússia, tem uma fortuna estimada em 9 bilhões de dólares segundo a revista Forbes. Ele ainda possui excelentes conexões com a política russa, com vínculos de parentesco com o ex-presidente Boris Yeltsin.
O empresário reuniu-se com o atual presidente russo, Vladimir Putin, no início deste mês e deve ter recebido sinal verde para o negócio.
Putin tem usado a explosão nos preços do petróleo e commodities como meio para recuperar o status de grande potência perdido pela Rússia. Uma gigante nacional do alumínio vai se unir a um grupo formado pelo monopólio do gás Gazprom.
"Se se materializar, o acordo Rusal-Sual será outro sinal de que a Rússia está se expandindo no mundo", disse Bob Foresman, vice-chairman do banco de investimento russo Renaissance Capital.
Segundo o acordo, a Rusal ficará com 64,5 por cento da nova companhia. A Sual ficará com 21,5 por cento e a Glencore com 14 por cento, informou uma fonte.
Representantes da bancos de investimentos disseram, entretanto, que detalhes precisam ser acertados. "Isso será um acordo enorme. Pode precisar de um grande financiamento", disse uma fonte do setor.
(Com reportagem adicional de Elif Kaban e Douglas Busvine em Moscou e Daniel Magnowski em Londres)

Technical analysis for precious metals with major support and resistance levels and recommendations for 18-08-2009
