SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO - A confiança do consumidor brasileiro melhorou um pouco em setembro, refletindo especialmente o comportamento da população de renda mais baixa, de acordo com levantamento da Fundação Getúlio Vargas.
O índice de confiança da FGV subiu 0,5 por cento em relação a agosto, para 103,1. O indicador sobre a situação presente passou de 99,7 para 99,8. Já a medida de expectativas futuras avançou para 104,9, ante 104,1 no mês anterior.
"A melhora é puxada pelos consumidores com faixa de renda menor... que mais se beneficiam com a maior oferta de crédito, do aumento real do salário mínimo e do crescimento da renda", afirmou Salomão Quadros, economista da FGV.
O indicador de confiança dos consumidores com renda mensal de até 2.100 reais subiu 9,5 por cento em setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os mais ricos, com renda mensal acima de 9.600 reais, a FGV registrou uma queda de 2,7 por cento no mesmo intervalo.
O aumento da confiança também reflete a melhora das expectativas futuras dos consumidores no país. Mas Quadros ponderou que uma recuperação baseada em expectativas "tem um certo grau de fragilidade". "A expectativa é algo que se decompõe mais fácil", justificou.
A proporção de consumidores que consideram como "boa" a situação financeira atual da família avançou de 15,3 por cento em agosto para 15,8 por cento este mês, de acordo com a FGV. A parcela que julga a situação "ruim" manteve-se em 16,2 por cento.
"Há uma recuperação lenta da confiança no terceiro trimestre após a queda forte no segundo trimestre, que foi o fundo do poço", resumiu o economista.
A pesquisa da FGV é feita com base numa amostra de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição deste mês foi feita entre os dias 1o e 21.

Technical analysis for precious metals with major support and resistance levels and recommendations for 18-08-2009
