WASHINGTON - O senador e candidato à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, uniu-se nesta semana ao coro dos que defendem a manutenção de uma tarifa para dificultar o acesso do etanol brasileiro aos Estados Unidos.
O comentário acontece em meio ao anúncio de um acordo de cooperação bilateral para expandir o uso global de etanol assinado entre Brasil e Estados Unidos nesta sexta-feira durante a visita do presidente norte-americano, George W. Bush, ao Brasil.
Mas o democrata Obama, que vem do Illinois, Estado do meio-oeste americano, de forte atividade agrícola, aproveitou a notícia para defender o mercado interno de seu país.
"Aqueles que defendem a substituição da produção norte-americana de biocombustíveis pelas exportações de etanol brasileiro podem até ser bem intencionados, mas não entendem o desafio que temos para obter uma segurança energética de longo prazo e ignoram uma oportunidade de política exterior valiosa", disse Obama em discurso recente.
"Os Estados Unidos precisam expandir dramaticamente sua produção doméstica de biocombustíveis, e não abraçar uma solução de curto prazo que desencoraja os investimentos na expansão de uma indústria doméstica para combustíveis renováveis", acrescentou.
Obama mostrou-se a favor do desenvolvimento de uma plataforma tecnológica para produzir e difundir o uso do etanol em vários países da América Latina.
"Acelerar os avanços tecnológicos e transferir a tecnologia para nossos vizinhos no Caribe e na América Latina vai ajudá-los a empregar seus próprios recursos para produzir etanol ambientalmente limpo e reduzir seus gastos com petróleo", disse, segundo a transcrição do discurso.
"Isso promoverá a estabilidade econômica no Caribe, na América do Sul e Central, e fortalecerá a relação entre o Brasil e os Estados Unidos", acrescentou.
Estados Unidos e Brasil são os maiores produtores de etanol do mundo, concentrando mais de 70 por cento da produção.
O etanol produzido nos Estados Unidos é feito a partir do milho e a um custo mais alto que o do Brasil, extraído da cana-de-açúcar.
Apesar da eficiência da indústria sucroalcooleira brasileira, o Congresso norte-americano prefere defender seus agricultores locais, impondo uma tarifa de 0,54 centavos de dólar para cada galão de etanol brasileiro exportado ao país, uma tarifa que foi renovada em dezembro até 2009.
A visita de Bush ao Brasil faz parte de um tour na América Latina que também inclui o Uruguai, a Colômbia, a Guatemala e o México.

Technical analysis for precious metals with major support and resistance levels and recommendations for 18-08-2009
