SÃO PAULO - Os estrangeiros vêm tirando dinheiro da Bovespa desde 27 de fevereiro, quando o principal índice da bolsa paulista caiu quase 7 por cento acompanhando a turbulência global dos mercados. Desde então, o déficit de estrangeiros é de cerca de 760 milhões de reais.
A cifra leva em conta dados da Bovespa até o dia 8 de março. Somente neste mês, também até o dia 8, o déficit é de quase 600 milhões de reais.
Apesar da previsão de que a volatilidade persistirá no curto prazo, analistas mantém a aposta de alta do Ibovespa no fim do ano.
"Depois de uma sólida recuperação desde 5 de março, os mercados regionais (da A. Latina) parecem ter se acomodado em uma faixa de negociação. Ficaríamos surpresos se a região rompesse novos recordes de alta no curto prazo", afirmou o Citigroup em relatório nesta terça-feira.
Mas, segundo o Citigroup, a correção não parece ter afetado significativamente os fundamentos de longo prazo. "Acreditamos que a tendência de alta para as ações latino-americanas ainda não acabou", complementou.
Entre o início das turbulências e o dia 8 deste mês, o Ibovespa acumulou queda de 5,9 por cento.
A retirada de estrangeiros foi também uma maneira de embolsar lucros em um mercado que tinha subido muito. No dia 22 de fevereiro, o Ibovespa atingiu o recorde histórico de 46.452 pontos.
Para a corretora Merrill Lynch, o risco não desapareceu, mas dados recentes sobre o mercado de trabalho norte-americano e uma semana de saída maciça de fundos de mercados emergentes indicam que o pânico de curto prazo acabou.
No ano passado inteiro, a Bovespa registrou superávit de estrangeiros de 1,75 bilhão de reais. Neste ano, o saldo está negativo em aproximadamente 1,2 bilhão de reais.

Technical analysis for precious metals with major support and resistance levels and recommendations for 18-08-2009
