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Investimento no país deve ter "suave" desaceleração, diz BNDES



By Rodrigo Viga Gaier
02 July 2008 @ 01:21 pm EDT

RIO DE JANEIRO - Os investimentos no país apresentam uma tendência suave de desaceleração, segundo avaliação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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De acordo com o novo indicador antecedente de atividade da instituição, o consumo aparente de bens de capital cresceu 19,8 por cento no acumulado em 12 meses até junho, uma queda frente aos patamares registrados em maio (22,3 por cento) e abril (23,2 por cento).

O indicador, divulgado nesta quarta-feira, é apurado com base nos dados do sistema de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) do banco e será divulgado mensalmente.

"Achamos que os bens de capital atingiram o teto e estão em um processo suave de desaceleração", afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a jornalistas.

"O movimento é natural porque o crescimento era muito forte. É compreensível e desejável um desaceleração suave para garantir o crescimento sustentável", acrescentou.

A redução no ritmo de crescimento dos investimentos está sendo puxada, segundo o BNDES, pelos setores de bens de capital para transporte e de uso misto, que respondem por 85 por cento da queda.

"O boom de caminhão, ônibus, foi muito forte e rápido. Isso é mais um acerto estatístico por conta de uma base forte. O importante é que a demanda de bens de capital continua elevada, apesar da desaceleração", declarou o superintendente da área econômica do BNDES, Ernani Teixeira.

PIB

Apesar da desaceleração dos investimentos, o BNDES projeta uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro entre 5 por cento e 5,5 por cento neste ano. A estimativa feita no início do ano apontava para um crescimento de "pelo menos" 5,5 por cento.

"A inflação se tornou algo generalizado no mundo todo. Achamos que os impactos serão maiores para 2009", declarou Teixeira.

"Se o cenário de desaceleração mundial for mais forte podemos crescer 4 por cento em 2009. Se for menos desfavorável podemos manter 4,5 ou 5 por cento", afirmou o presidente do BNDES.

Este artigo pertence ao Reuters

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