Positivo descarta sair do segmento de conversor para TV digital
A Positivo Informática, maior empresa de PCs do varejo brasileiro, interrompeu a produção de conversores para TV digital no Brasil em março deste ano, mas nega a intenção de sair desse segmento de mercado.
O conversor é usado para que donos de TVs analógicas possam assistir à programação feita no formato digital. A Positivo decidiu ingressar no segmento diante da similaridade do conversor com um computador e do potencial de convergência entre as mídias.
Como o volume ainda era pequeno, a Positivo desenvolveu um modelo e passou a contratar produção terceirizada da Teikon, de Manaus (AM), desde o lançamento da TV digital no Brasil, em 2 de dezembro passado.
No início de abril, ao participar do Reuters Latin America Investment Summit, o presidente da Positivo, Hélio Rotenberg, informou que já havia interrompido a produção contratada porque acreditava ter estoque suficiente para todo o ano.
Nesta quinta-feira, em encontro com a imprensa, ele informou que a empresa "deve ter vendido 25 mil" conversores e que o ritmo de vendas hoje é de 1.000 equipamentos por mês.
O modelo da Positivo era o mais barato do mercado, cerca de 500 reais, mas em agosto a Proview, de Taiwan, anunciou modelos de 299 reais. Por isso, a Positivo baixou o preço do seu para 399 reais.
Para Rotenberg, "a população brasileira ainda não entendeu o que é TV digital". Isso, a seu ver, "é uma questão de tempo, mas enquanto as emissoras não se mexerem, não vai acontecer".
Ele disse que a própria Positivo não teria poder de mobilização para uma campanha que massificasse o uso do conversor, por isso acredita que só as emissoras de televisão poderiam fazê-lo. O executivo reiterou, entretanto, que a Positivo "não vai sair do mercado de conversores" e que a empresa "acredita muito na TV digital".
Apesar disso, a produção não foi retomada, segundo ele, porque ainda há estoque para mais cinco ou seis meses de vendas. "Esperávamos vender 20 mil conversores por mês", comparou.
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