Maradona procura reanimar orgulho argentino
Diego Maradona, vivendo a maior volta por cima em sua tumultuada carreira desde a Copa de 1994, comandou na segunda-feira seu primeiro treino como técnico da Argentina, no Celtic Park, em Glasgow.
Enfatizar a seus pupilos o significado de vestir a camisa azul e branca é sua prioridade na estréia como treinador da seleção, diante da Escócia, num amistoso na quarta-feira, no Hampden Park. Como treinador, sua experiência foi curta e negativa, em times inexpressivos, na década passada.
Referindo-se ao seu protagonismo na conquista da Copa de 1986, Maradona disse a jornalistas no domingo, ao desembarcar na Grã-Bretanha, que agora seus jogadores "têm um guia que lhes dirá o que é essa camisa."
"Espero termine igual", afirmou ele, sobre a possibilidade do tricampeonato mundial para a Argentina na Copa de 2010 na África do Sul. "Por enquanto, estamos indo passo a passo."
Descontente com a atitude do time na última partida da seleção sob o comando de Alfio Basile (derrota de 1 x 0 no Chile pelas Eliminatórias), Maradona disse: "Não tive tempo de trabalho para pedir nada além. Só tenho que botar o time em campo, e a mudança de atitude é o que fará a diferença."
Maradona já viveu uma volta espetacular em 1994, na Copa dos EUA, que foi no entanto prematuramente encerrada devido à descoberta de doping - menos de três anos depois de uma suspensão por uso de cocaína, quando jogava no Napoli.
Sua indicação para o lugar de Basile, que deixou o cargo após a derrota para o Chile, foi recebida mais com apreensão do que com alegria, mas seus enlouquecidos fãs acreditam que ele pode servir de inspiração para o tri.
Olhando para além do amistoso de quarta-feira, Maradona salientou a importância de Lionel Messi e de Juan Román Riquelme na seleção, apesar da sua ausência em Glasgow.
"Messi fará um pouco de tudo. Gostei da sua última partida como passador, nem sempre querendo concluir a jogada sozinho, carregando a jogada e fazendo um outro concluir. É esse Messi que eu quero," afirmou.
"E a 10? Certamente a darei a Román, por tudo o que ele representa, pelo estilo do time, pelas bolas paradas, por tudo o que ele demonstra em cada partida que joga."
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