PEQUIM - O banco central da China se comprometeu em manter a política de alívio monetário para sustentar a recuperação econômica e disse que vai asssegurar um crescimento sustentável do crédito sem recorrer à imposição de cotas para frear os empréstimos.
Em comunicado tido por analistas como uma tentativa de acalmar o nervosismo dos mercados, o vice-presidente do banco central da China, Su Ning, afirmou que a autoridade monetária "continuará a utilizar uma política de alívio monetário de maneira firme e apropriada e a consolidar o ritmo da recuperação econômica".
O documento foi divulgado no site do banco central após a baixa de 5 por cento do mercado acionário chinês, maior queda diária em oito meses, provocada em parte pelos temores de que Pequim restringisse o crédito bancário.
A China já chegou a utilizar um sistema de cotas para controlar os empréstimos, fazendo com que os bancos não excedessem tetos específicos. Essa medida de crédito foi uma importante consequência do aperto monetário da China em 2008 e considerada responsável por contribuir com o declínio econômico da economia no quarto trimestre.
Os comentários do vice-presidente do BC chinês foram divulgados para descartar o retorno iminente de um severo sistema de cotas dirigido pelo banco central.
"Eles estão respondendo a uma interpretação incorreta do mercado", afirmou Ting Lu, economista da Merrill Lynch em Hong Kong.
"Não haverá cotas de crédito este ano, embora possa haver algum tipo de orientação em vista", acrescentou, referindo-se a diretrizes mais informais que Pequim costuma dar a bancos para influenciar suas decisões.

Technical analysis for precious metals with major support and resistance levels and recommendations for 18-08-2009

