Depois de uma semana de intensa disputa, gravadora inglesa EMI ganhou em primeira instância uma ordem de restrinção contra o site de músicas BlueBeat.com, que, segundo a gravadora, estava vendendo músicas dos Beatles sem permissão.
Um tribunal federal de Los Angeles emitiu uma ordem de restrinção contra o website, após a EMI, a gravadora dos Beatles, ter movido uma ação judicial, na terça-feira.
O BlueBeat.com estava oferecendo as músicas dos Beatles por $0.25 cada, cerca de ¼ do que o iTunes cobra.
Antes da ordem de restrinção estava disponível uma vasta lista de álbuns dos Beatles, tanto originais como as versões recentemente remasterizadas, embora a banda não tenha ainda concedido o seu catálogo musical para distribuição online.
“A EMI não autorizou que o seu conteúdo fosse vendido e disponibilizado pelo BlueBeat.com,” disse a gravadora em um comunicado de imprensa divulgado no princípio desta semana.
Em sua defesa, o BlueBeat.com argumentou que “estava vendendo músicas completamente diferentes das pertencentes à EMI,” dizendo ainda que a “nova” gravaçãofoi criada por um processo chamado “simulação psico-acústica.”
O tribunal auscultará os argumentos de ambas partes envolvidas no caso a 20 de Novembro, de acordo com um documento do mesmo.
Processo Judicial
No princípio desta semana, a gravadora dos Beatles, EMI anunciou que estava processando o site BlueBeat.com, dos Estados Unidos, o qual segundo ela estaria oferecendo downloads não autorizados de canções da banda para venda.
"A EMI não autorizou a venda de conteúdo no BlueBeat.com," informou uma porta-voz da gravadora.
A EMI confirmou a abertura de um processo por violação de direitos autorais contra o BlueBeat em um tribunal norte-americano, no começo da semana.
O site oferece faixas ao preço de 25 centavos de dólar, cerca de um quarto do preço típico de uma canção no site dominante de varejo de música online, o iTunes, controlado pela Apple.
Há uma extensa lista de álbuns dos Beatles à venda, tanto em versões originais quanto nas recentes versões remasterizadas, apesar de a banda ainda não ter chegado a acordo com quaisquer provedores de música para lançar online o seu aguardado catálogo.
Um ano atrás, o ex-Beatle Paul McCartney afirmou que a banda estava ansiosa para colocar sua música na loja iTunes, mas que as negociações estavam paralisadas.

