COPENHAGUE -
O Greenpeace entregou ontem aos representantes da cimeira das Nações Unidas sobre Clima em Copenhague (COP 15) um carta apelativa assinada por 10 milhões pessoas a volta do mundo.
Segundo a organização, pessoas de todo mundo unidas clamam pela assinatura de um tratado sobre mudanças climáticas que seja justo, ambicioso e inclusivo. A carta – ‘apelo à ação’, como o Greenpeace considera – foi tentregue durante o discurso de altos dignatário da conferência nomeadamente o primeiro ministro dinamarquêrs, Lars Lokke Rasmussen e a presidente da COP 15, a ministra do clima da Dinamarca, Connie Hedegaard.
Na ocasião o diretor executivo do Greenpreace Kumi Naidoo deixou ficar a seguinte mensagem:
“O mundo falou. Os líderes podem e devem chegar a um acordo que salvará o clima. Um tratado que seja justo para as pessoas e países pobres, que não causaram este problema, contudo sofrerão mais que os outros; ambicioso o suficiente para fazer do planeta um lugar seguro para todos nós e um que seja legalmente inclusivo, que possa ser monitorado e que tenha objetivos concretos.”
O Greenpeace é uma organização não-governamental com sede em Amsterdã (Holanda do Norte, Países Baixos) e escritórios espalhados por quarenta e um países.
Atua internacionalmente em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com campanhas dedicadas às áreas de florestas (Amazônia no Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas, transgênicos eenergia renovável.
A organização, criada em 1971 no Canadá por imigrantes americanos, é financiada com dinheiro de pessoas físicas apenas, não aceitando recursos de governos ou empresas. Tem atualmente cerca de três milhões de colaboradores em todo o mundo - quarenta mil no Brasil - que doam quantias mensais que variam de acordo com o país. Recebe ainda doações de equipamentos e outros bens materiais, usados geralmente nas campanhas e ações do grupo.
O Greenpeace busca sensibilizar a opinião pública através de atos, publicidades e outros meios. A atuação do Greenpeace é baseada nos pilares filosóficos-morais da desobediência civil e tem como princípio básico o testemunho presencial e a ação direta.

