Davos (Suíça) 28 jan (EFE).- O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, defendeu hoje, em Davos, a integridade da zona do euro, além da diversidade das dinâmicas macroeconômicas de seus países-membros.
No Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trichet disse que "falamos de 16 países que decidiram unir seus destinos a um mesmo marco, o da União Europeia e das instituições que decidimos ter, do mercado único e da moeda única em um mercado único, que é uma economia do mesmo tipo que os EUA".
Ao mesmo tempo, disse, "devemos ser conscientes que a Grécia não é a Finlândia e que a Espanha não é a Alemanha, como o Missouri não é a Califórnia e o Alasca não é a Flórida. Temos diversidade em uma economia grande, que é do tamanho da dos EUA, onde também há diversidade em termos de inflação e crescimento", segundo Trichet.
O presidente do BCE saía, assim, à margem das fortes críticas que o economista americano Nouriel Roubini, que foi o primeiro a prever a crise financeira internacional, fez na quarta-feira no Fórum Econômico Mundial, ao qualificar a economia espanhola como uma ameaça iminente para a zona do euro e um perigo para o euro, maior que a Grécia.
Trichet insistiu em que, "dos dois lados do Atlântico fomos capazes de evitar uma depressão com o mesmo tipo de compromissos".
"Todos estamos sob pressão, todos temos que aprender as lições da crise", acrescentou o presidente do BCE, que lembrou que, na zona do euro, o déficit público será este ano de 6%, enquanto, nos EUA e no Japão, chegará a 10%, segundo números do Fundo Monetário Internacional (FMI). EFE

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