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Hillary pressiona Israel a fazer "escolhas difíceis" pela paz



By Andrew Quinn
22 March 2010 @ 09:36 am EDT

WASHINGTON -

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, afirmou nesta segunda-feira que Israel enfrenta "escolhas difíceis, mas necessárias" no caminho para a paz com os palestinos, já que "o status quo é insustentável para todas as partes".

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A situação atual "promete apenas violência e aspirações irrealizadas", diz o discurso que Hillary fará a um influente grupo pró-Israel que teve trechos divulgados antecipadamente pela assessoria da secretária.

"Há outro caminho. Um caminho que leve à segurança e à prosperidade para todo o povo na região. Isso exigirá que todas as partes -- inclusive Israel -- façam escolhas difíceis, mas necessárias."

O discurso, menos de um mês depois de Israel irritar os EUA ao anunciar a ampliação de um assentamento perto de Jerusalém, salienta o "sólido" compromisso do governo Obama com a segurança e o futuro do Estado judeu.

"Garantir a segurança de Israel é mais do que uma posição política para mim. É um compromisso pessoal que jamais cederá", dirá Hillary no discurso à entidade Aipac.

Mas ela ressalvará que é dever dos EUA "dizer a verdade quando necessário", e pedirá a Israel que dê passos pelo fim do conflito, que "ameaça o futuro de longo prazo de Israel como um Estado judeu seguro e democrático."

Ainda na segunda-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve discursar à mesma entidade. Antes de embarcar para Washington, Netanyahu afirmou ter informado ao governo dos EUA que seu país não irá abandonar a construção de casas para colonos nos arredores de Jerusalém.

O anúncio inicial das obras em Jerusalém Oriental coincidiu com uma visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, a Israel. Em reação ao projeto, os palestinos ameaçam não participar de um processo indireto de negociação, sob mediação norte-americana.

O enviado especial do governo Obama para o Oriente Médio, George Mitchell, está atualmente na região tentando retomar o diálogo.

No seu discurso de segunda-feira, Hillary dirá que os EUA continuarão exigindo que o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, renuncie à violência e reconheça Israel. Ela também repetirá o apelo de Washington pela libertação do soldado israelense Gilad Shalit, mantido como refém em Gaza.

Este artigo pertence ao Reuters

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