Uma autoridade do ministério da educação da China anunciou que o país planeja se transformar em um centro de educação internacional e elevar a população de estudantes estrangeiros para 500.000 - acima do número atual, aproximadamente em 265.000.
Shen Yang, diretor geral adjunto do Departamento de Cooperação e Intercâmbio Internacional do Ministério da Educação, citou como referência a Conferência Global em Hong Kong promovido pelo British Council e disse que enquanto a China tem observado o aumento das matrículas de seus próprios alunos no ensino superior, ela visa agora não só alavancar o número de matrículas de estudantes domésticos, mas gostaria também de receber mais estudantes do exterior.
Shen descreveu uma abordagem multilateral que seria adotada para atingir este objetivo, incluindo o intercâmbio de estudantes entre os países; aumentando a cooperação regional com a União Européia, Associação de Nações do Sudeste Asiático, Nordeste Asiático, África, América Latina e o Mundo Árabe; mais acordos de transferência de crédito e reconhecimento mútuo de títulos acadêmicos, assim como aumentando as bolsas de estudo, o corpo docente internacional e os cursos ministrados em Inglês.
A China já adotou varias medidas concretas nesta direção. De acordo com estatísticas divulgadas recentemente pelo Ministério, o governo central liberou 800 milhões de Yuan (US$121.7 mi) em bolsas acadêmicas para estudantes estrangeiros em 2010, além dos 110 milhões de Yuan dos governos locais. Um relatório publicado pelo China Daily aponta que estes fundos beneficiaram mais de 22000 estudantes internacionais durante o último ano. O maior grupo de estudantes internacionais em 2010 veio da Coréia do Sul, seguido por Estados Unidos, Japão e Tailândia.
Pequim está trabalhando em parceria com Washington D.C para implementar um programa de ensino com duração de 4 anos, anunciou o Presidente Hu Jintao e seu parceiro norte-americano Barack Obama, em sua última visita à China em 2009. O programa pretende levar 100.000 estudantes Americanos para estudarem no país Asiático nos próximos quatro anos. Mais recentemente, por ocasião da visita do Presidente Chinês à Washington, a primeira-dama Michelle Obama fez um discurso acalorado em apoio à iniciativa do Presidente, convocando os estudantes dos Estados Unidos para estudarem na China.
O gigante Asiático também estabeleceu acordos de reconhecimento mútuo de títulos acadêmicos com 34 países. Em agosto do ano passado, o membro do conselho regional da China, Liu Yandong, pediu a implementação de dois programas de intercâmbio estudantil entre a China e os países do sudeste asiático, atingindo a marca de 100.000 em 2020. A conselheira afirmou que o governo Chinês oferecerá 10.000 bolsas de estudo nos próximos 10 anos para estudantes dos países do sul da Ásia, assim como irá convidar cerca de 10.000 jovens professores, acadêmicos e estudantes das nações do sul Asiático, para ensinarem o idioma, cultura, esportes e arte na China nos próximos 10 anos.
Na conferência de Hong Kong, Shen atentou para a importância de existirem mais campus de Instituições Internacionais de ensino na China, referindo-se aos já existentes que pertencem à Universidade de Liverpool e de Nottingham. A economia em franca expansão na China, juntamente com a ênfase tradicional em educação de nível superior e o excesso de demanda sobre a oferta, tem levado alguns dos principais destinos de ensino como o Reino Unido e os EUA a instalarem novos campus no país Asiático.
Em janeiro deste ano, o Ministério de Educação da China aprovou a instalação de um campus da Universidade de Nova Iorque voltada para a pesquisa e ensino de artes liberais. A Universidade de Nottingham, que já possui um campus na cidade de Ningbo, também foi convidada para instalar uma segunda unidade em Shanghai, de acordo com notícias divulgadas.
